Por mais que o e-commerce seja uma plataforma online, ele se refere-se as vendas pelas internet, geralmente realizadas por um única empresa, seja por um fabricante ou revendedor, por meio do próprio site.
Mercado de E-commerce
O e-commerce brasileiro faturou nada menos que R$1,9 bilhão, representando uma alta de 16% em relação ao ano anterior. Em pesquisa de 2015, nosso país foi apontado como o 10º maior mercado de e-commerce do mundo.
Dessa forma, é de extrema necessidade contratar uma consultoria contábil para saber seus gastos e os lucros da sua loja virtual. A contabilidade ajuda sua loja a pagar legalmente menos impostos, a manter dinheiro em caixa para pagar dívidas e obrigações, e a orientar decisões em compras e investimentos.
Um negócio online funciona como uma empresa offline qualquer, o que inclui as obrigações legais e fiscais. Afinal, ele deve ser formalizado e cumprir certas etapas para ser reconhecido profissionalmente. Veja abaixo algumas dicas fundamentais sobre a contabilidade para o seu E-commerce:
Dicas para E-commerce
1- Regularize-se
Mesmo que um e-commerce seja possível realizar vendas online e cadastrar meios de pagamento como um CPF, vale à pena ter um CNPJ para o seu negócio. O registro do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) é feito pelo empreendedor na Junta comercial e na Prefeitura de seu município.
O CNPJ traz bom benéficos para seu e-commerce, como:
- Emitir notas fiscais;
- Ter acesso a financiamentos e empréstimos diferenciados e com juros mais atrativos;
- Comprar produtos no atacado ou de forma facilitada, direto com fornecedores.
2- Escolha um regime tributário
A escolha do modelo tributário é essencial para otimizar os custos e qualificar a gestão da contabilidade para e-commerce. Existem 4 formas de se cadastrar como uma pessoa jurídica no Brasil. Veja:
-Simples Nacional
É um regime tributário facilitado e simplificado para micro e pequenas empresas. Geralmente para empresas que ganham até R$4,8milhões anualmente. Nesse modelo, as instituições pagam impostos de acordo com seu tamanho, atividade e faturamento nos últimos 12 meses.
A arrecadação ocorre por meio de uma alíquota que une todos os impostos em uma só taxa. São eles:
- Os federais: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI;
- INSS (previdência);
- ICMS (estadual) e ISS (municipal).
A cobrança varia entre 4,5% até 16,93%. Assim, para saber, no fim das contas, quanto você terá que desembolsar, basta aplicar a porcentagem adequada à sua loja virtual sobre o faturamento anual.
-Lucro Presumido e Lucro Real
Esses modelos de tributos são para empresas que faturam anualmente até R$78milhões por ano ou mais, respectivamente. Suas alíquotas e tributações são definidas pela Receita Federal.
-Microempreendedor Individual (MEI)
A sigla significa Microempreendedor Individual, ou seja, um profissional autônomo. Trata-se de um registro oficial no governo de alguém que trabalha como profissional autônomo ou tem um micro negócio.
Empreendimentos que apresentam um faturamento de até R$81mil por ano podem optar pelo MEI, a não ser nos casos em que o proprietário seja o sócio ou titular de outra empresa.
Como MEI, o negócio não é obrigado a emitir nota fiscal por suas vendas ou escriturar livros fiscais e contábeis.
No caso do MEI especificamente, o registro do CNPJ é feito no Portal do Empreendedor. Posteriormente, o número deve ser regularizado na prefeitura. Com relação aos custos, o empreendedor terá que pagar mensalmente um carnê (DAS) com valores que variam de acordo com a natureza do seu negócio. Veja:
- Lojas que comercializam produtos pagam R$ 47,70 referentes a impostos e benefícios do Governo — como o INSS e o Imposto de Renda — acrescidos de R$ 1,00 do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
- Empresas que lidam com serviços pagam a mesma tarifa para o governo mais R$ 5,00 em relação ao Imposto Sobre Serviços (ISS);
- Por fim, a empresa que vende serviços e produtos tem como despesa mensal o valor-base acrescido de R$ 6,00 — a fim de cobrir ambos os impostos.
No entanto, a maioria dos e-commerces de pequeno e médio porte se enquadram nas categorias do MEI ou do Simples Nacional.
3- Planeje-se para os períodos de tributação
Agora que você já sabe qual o modelo de tributo que o seu e-commerce se encaixa, deve pensar como pagar eles. Os períodos de tributação são os mesmos, tanto para comércio eletrônico quanto para o físico.
Com isso, o melhor é se preparar, organizar recibos e se informar sobre os prazos para entregar documentos e realizar pagamentos. Se manter informado sobre contabilidade para e-commerce é fundamental para a gestão do seu negócio.
4- Conheça seu lucro
Acompanhar a movimentação financeira da sua loja virtual é saber como o dinheiro está sendo gasto e qual é a sua rentabilidade. Para isso, ferramentas de fluxo de caixa são aliadas.
Contudo, averiguar também o seu nível de lucratividade é uma etapa importante da contabilidade para e-commerce. Gere relatórios sobre as entradas e saídas de dinheiro periodicamente para descobrir, por exemplo, se você gasta mais do que deveria.
Busque conhecer também seu Lucro Líquido. Esse indicador representa o saldo que resta para a empresa depois que todas as contas e custos são quitados.
5- Tenha relatório do número de visitas do E-commerce
E-commerces com uma boa visibilidade acabam recebendo mais visitas, obviamente têm mais chances de captar novos clientes e aumentarem o faturamento.
Acompanhar o total de acessos em determinado período é uma excelente forma de conhecer o público-alvo e quais suas principais necessidades.
Dica bônus
Tenha um acompanhamento especializado
Conseguiu entender a importância da contabilidade para E-commerce? Sem dúvidas é uma ótima opção para os negócios virtuais tendo em vista sua contribuição para a organização e cumprimento de atividades indispensáveis para o funcionamento e legalização do negócio.
Regimes tributários, tributos que devem ser pagos, planejamento tributário, enfim, o empreendedor do comércio virtual precisa estar atento a todos os detalhes se quiser se manter competitivo.
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